Quando pensamos em família, vem
imediatamente ao nosso pensamento a família tradicional, ou seja, pai, mãe e filhos.
Essa realidade já não é a mesma já faz tempo e cada vez mais conhecemos
famílias diferentes, mas que possuem condições de amar e cuidar da mesma forma
que até as vezes com mais zelo.
Porque digo isso? Quando escolhemos
alguém fizemos de coração, por uma vontade enorme de ter em nossa vida alguém
especial. Quando optamos por gestar um filho, também o que queremos e muito mas
no conhecemos, imaginamos como ele ou ela será.
Ao adotar já vimos o nosso filho
ela já tem um olhar, um sorriso, um jeito que o distingue dos demais e então não
o escolhemos para ser nosso filho.
Essa talvez seja a diferença em
um filho gestado e outro não. Somente esta, por que o amor e a nossa decisão de
ser pais está além de sabermos ou não como nosso filho será , essa escolha vem da alma. De um desejo de
nos perpetuarmos e de um imenso amor que temos para oferecer.
Ter filhos ou não é uma escolha,
que muitas vezes nos é cobrada pela sociedade. Encontrar alguém, casar, engravidar, tudo isso seguindo uma sequência lógica de
sucesso. Mas, não tem como sabermos o que vai acontecer em nossas vidas, se
esse caminho será traçado assim. Tudo na vida são desafios e constantemente nos
vemos a frente de situações inusitadas. O que me parece ser real em tudo isso,
é que quando os pais, mães, decidem constituir uma família com filhos, eles não
tem ideia de como isso irá acontecer, se serão felizes, se ficarão satisfeitos
com a maternidade ou paternidade, tudo é novo como ao decidir adotar alguém
também é. Certeza que tudo vai dar certo nunca teremos, mas convicção de que se
fizermos o nosso melhor, podemos alcançar a felicidade isso sim é uma
perspectiva. E precisamos apostar na realização dos nosso sonhos. E ter um
filho não é um sonho que se sonha só. Tem ai no mínimo duas pessoas coadjuvantes
neste processo. Tu e teu filho!
Feliz de quem escolheu ser pai ou
mãe através da adoção. Uma escolha difícil, pois implica em tempo. Um tempo que muitas
vezes nós não queremos esperar, mas repleta de significados, pois está envolta
em muita aceitação, nossa e do nosso filho. Um encontro de almas com um único
propósito, ser feliz, e quem tem filho sabe disso não tem amor maior, alegria
maior do que um sorriso de um filho ou quando ouvimos aquela vozinha dizer "mamãe! Papai!"
Marcli, Pedagoga, Psicopedagoga e Psicóloga todos os cursos cursados na URCAMP/Bagé/RS