Você já ouviu falar sobre comunicação não violenta? Como podemos praticá-la? E como ela pode ajudar dentro do ambiente familiar?
A comunicação não violenta é um conceito elaborado pelo psicólogo Marshall Rosenberg que foca em reformular a forma como cada um se expressa e escuta as demais pessoas, além de entender o que nos faz agir de forma violenta. Para além de falar, é preciso escutar empaticamente.
É através da comunicação que pode-se encontrar soluções para os conflitos. Logo, na comunicação podem vir atrelados comportamentos violentos por meio de julgamentos rotulando o outro ou mesmo através de comparações.
Assim, é importante escutar o que a outra pessoa tem a dizer sem fazer julgamentos, mesmo quando essa apresenta agressividade. Pois, a comunicação não violenta busca a resolução de conflitos por meio de diversas práticas que estimulam a empatia mesmo em situações adversas.
Além disso, propõe o fortalecimento das relações interpessoais a partir da expressão dos desejos e necessidades dos indivíduos. Desse modo, entende-se que por trás de qualquer mensagem que o sujeito quer expressar há uma necessidade que pode ser manifestada por gritos, julgamentos, agressões.
Mas como praticar a comunicação não violenta? Sabe-se que não existe um manual com regras para isso. No entanto, algumas atitudes devem ser consideradas no modo como nos comunicamos. Primeiramente, deve-se observar a situação que está causando conflitos sem julgá-la, e a partir disso identificar e expressar os sentimentos que estão surgindo a partir das atitudes do outro. Após nomear esses sentimentos, podemos então identificar as necessidades que são apontadas por eles. E por fim, é preciso fazer um pedido com linguagem positiva para que as necessidades sejam atendidas.
E dentro do ambiente familiar como a comunicação não violenta pode ajudar? Essa forma de comunicação pode ser usada na medida em que os pais e/ou cuidadores se portam e conduzem o processo de comunicação com os seus filhos. Diante de discussões é sempre importante que todos os envolvidos tenham espaço de fala e escuta. Assim, atualmente, diante das intensas rotinas de trabalho que os pais enfrentam é comum que os esses não prestem atenção na forma como estão se comunicando com seus filhos.
Sabe-se que a implantação da comunicação não violenta exige paciência por parte dos pais, porém comunicar-se positivamente com os filhos colabora para reduzir conflitos existentes ou que possam vir a surgir dentro desse ambiente.
Diante do exposto algumas questões são postas para reflexão: Será que dentro do contexto familiar observamos sem julgar? Temos espaço enquanto filhos de expor o que sentimos? Quando nos comunicamos dizemos quais são as nossas necessidades? Nos comunicamos de forma positiva em nosso cotidiano e nas diversas relações que estabelecemos? Estamos dispostos a escutar o outro de forma empática?
Liliane Tomazi Vestena - Graduanda do Curso de Psicologia da Universidade Franciscana - UFN.
Pâmela Schultz Danzmann- Graduanda do Curso de Psicologia da Universidade Franciscana - UFN.
Graduanda do Curso de Psicologia da Universidade Franciscana- UFN
Autora do portal que surgiu como produto do Mestrado Materno infantil- UFN
Co-autora do portal Parentalidade Mais. Graduanda do Curso de Psicologia da Universidade Franciscana- UFN.