Você que exerce a função de mãe, pai e/ou cuidador(a) provavelmente utiliza-se de inúmeras estratégias para educar, instruir, promover a socialização e monitorar o comportamento dos(as) seus/suas filhos(as), mas talvez não saiba das consequências que estas estratégias que são denominadas de práticas educativas parentais possam vir a desencadear em curto, médio e longo prazo no desenvolvimento das crianças. A proposta deste texto é apresentar dois tipos de práticas educativas e ao final poder refletir sobre tais, sendo a primeira classificada como práticas não-coercitivas e a segunda coercitivas.
As práticas não-coercitivas, como o nome já diz, não envolve atitudes que permeiam a punição física, agressividade, desrespeito e palavrões. Estes pais, mães e/ou cuidadores(as) utilizam-se de reforçadores positivos, tal como, uso de regras que descrevem consequências naturais mediante ao mal comportamento apresentado pela criança. É importante destacar que o estabelecimento das consequências deverá ser anterior ao comportamento indesejado, pais, mães e/ou cuidadores(as) que exercem esta prática realizam combinações prévias com seus/suas filhos(as). Dessa mesma forma, há indicação da referida prática como sendo positiva e protetora para a educação dos(as) filhos(as). A mesma está relacionada a uma condução calorosa, por meio da demonstração de aceitação da criança, valorização pessoal, além do apoio às iniciativas. Assim como, incentiva-se o desenvolvimento de habilidades e competências sociais, emocionais e cognitivas.
E no que se referem às práticas coercitivas, os pais, mães e/ou cuidadores(as) usam em nome do respeito e da obediência a punição física, agressão verbal, gritos, beliscões dentre outras atitudes como forma de controlar o comportamento inadequado dos(as) filhos(as). Sendo assim, diálogo, autonomia, opiniões e desejos da criança não são validados. Partindo dessa prática educativa as crianças tendem a controlar os seus comportamentos em função das reações punitivas de seus pais, mães e/ou cuidadores(as), ademais, possuem emoções intensas como medo, raiva, ansiedade e são crianças no geral que desenvolvem comportamentos retraídos, estas consequências podem pendurar por todas as fases desenvolvimento do individuo, se caso não forem reparadas a tempo.
Gostaria que ao final de sua leitura pudesse refletir sobre quais práticas educativas você está usando na relação com seus/suas filhos(as)? Caso você identifique que possa estar usando mais das práticas coercitivas, te convidamos para refletir sobre elas e sobre suas consequências para o desenvolvimento de seus/suas filhos(as), assim como repensar e reaprender com a nossa “equipe parentalidade mais” novas formas de educação por meio do afeto, do diálogo e do respeito aos desejos das crianças. E por fim, também te convidamos para seguir acompanhado as nossas publicações sobre as temáticas relacionadas à “PARENTALIDADE POSITIVA E AFETIVA” realizadas neste portal educativo e se caso desejar poderá sanar suas dúvidas com a nossa equipe no ícone (fale com a gente).
Autora: Ana Claudia Pinto da Silva – Psicóloga formada pela Universidade Franciscana – UFN (2020), Mestranda em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM e colaboradora do portal.
Pâmela Schultz Danzmann- Graduanda do Curso de Psicologia da Universidade Franciscana- UFN. Co-autora do Portal Parentalidade Mais.
Psicóloga formada pela Universidade Franciscana – UFN (2020), Mestranda em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM e colaboradora do portal.
Co-autora do portal Parentalidade Mais. Graduanda do Curso de Psicologia da Universidade Franciscana- UFN.