Já parou e pensou para que servem as emoções? Como você lida com elas? E se seu/sua filho(a) reconhece o que sente?
Bom, vamos por partes. A principal função das emoções é gerar respostas e comportamentos que garantam a nossa sobrevivência. Isso significa que esses sentimentos podem nos afastar ou nos aproximar de pessoas, lugares e situações. E o mesmo serve para as crianças, só que nesse contexto, temos um porém, muitas vezes as crianças podem ter dificuldades de identificar e entender o que sentem.
Pois bem, nessas situações é muito importante conhecer, acolher e nomear as emoções dos pequenos. Mas porque? É porque esse entendimento ajuda a criança a lidar com aquilo que sente e pode ser desconfortável, solucionar conflitos com mais facilidade, a criança pode aos poucos compreender melhor o conceito de empatia, sem falar nos efeitos positivos do processo de socialização.
Então, não é bacana pedir para criança ignorar ou fugir de emoções que não são tão positivas ou até bem-vistas socialmente. Dessa forma, sentir raiva, medo, nojo, alegria e tristeza é extremamente normal. Poder nomear isso para uma criança, permitindo que ela reconheça o que sente é fundamental. Não é feio sentir raiva, não é feio ficar triste, não é feio sentir nojo! A grande questão é o que a criança faz com todos esses sentimentos.
E como nós adultos lidamos com as nossas emoções? Tendemos muitas vezes a disfarçar o nosso sofrimento, não demonstrar a dor que sentimos perante uma perda, porque para muitos essas ações significam ser fortes? Mas será que isso é verdade? Muitas vezes tudo isso tem um alto custo, e quando analisamos o nosso passado podemos não ter tido um espaço para compreender e acolher nossas emoções. Nossos pais são culpados? De forma nenhuma, pois eles possivelmente podem não ter tido acesso a essas informações que você lê agora.
Podemos nos questionar como auxiliar as crianças nesse processo de reconhecimento das emoções. Pois bem, podemos simplesmente estar com a criança acolhendo e nomeando seus sentimentos, utilizando de nossa empatia. Podemos também utilizar instrumentos como filmes, livros e material lúdico.
Faz sentido para você tudo que foi posto aqui?
Autoras:
Pâmela Schultz Danzmann - Graduanda do Curso de Psicologia da Universidade Franciscana - UFN. Co-autora do Portal Parentalidade Mais.
Ana Claudia Pinto da Silva – Psicóloga formada pela Universidade Franciscana – UFN (2020), Mestranda em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM e colaboradora do Portal Parentalidade Mais.
Marcli Firpo Bittencoutt- Pedagoga, Psicopedagoga e Psicóloga todos os cursos cursados na URCAMP/Bagé/RS. Mestre em psicologia pela Universidade Franciscana- UFN. Autora do portal Parentalidade Mais.
Psicóloga formada pela Universidade Franciscana – UFN (2020), Mestranda em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM e colaboradora do portal.
Autora do portal que surgiu como produto do Mestrado Materno infantil- UFN
Co-autora do portal Parentalidade Mais. Graduanda do Curso de Psicologia da Universidade Franciscana- UFN.